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Jovem estudante da Universidade do Minho publica livro

No passado dia 12 de Abril, na Livraria Almedina, decorreu a apresentação da obra “Encontro de Amor: Ensaios de Filosofia”. O seu autor, Domingos Faria, é um jovem estudante da Universidade do Minho.
Domingos tem apenas 22 anos. Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica, encontra-se a frequentar o Mestrado em Ensino de Filosofia na Universidade do Minho e, paralelamente, o curso de “Creatividad y Valores” na Escuela de Pensamiento y Creatividad. O livro “Encontro de Amor: Ensaios de Filosofia” pode ser adquirido em http://livro.domingosfaria.net

Como surgiu a ideia de publicar um livro?

No âmbito da reflexão filosófica fui motivado a escrever devido a algumas perguntas que me inquietavam profundamente, como por exemplo: “o que é o ser humano?” e “o que enriquece ontologicamente o ser do humano?”. Tentei responder, filosoficamente, a estes problemas em cinco ensaios, que agora decidi publicar num livro. Procurei, desta forma, partilhar com a comunidade os meus problemas, teorias, argumentos, conceitos e pensamentos críticos.

O que serviu de inspiração para o desenvolvimento desta obra?

De facto, nunca pensamos a partir do nada, mas sempre partindo de um contexto, tradição e diálogo com várias entidades. No meu caso não posso negar uma grande corrente da filosofia que me inspira e com quem estabeleço um diálogo fecundo: o personalismo dialógico. Mais concretamente, filósofos como Martin Buber e Alfonso López Quintás ajudam-me a re-pensar muitos aspectos da realidade e a alargar os limites do meu mundo.

Em síntese, o que retrata o livro e por que escolheu este tema?

No livro tento argumentar que o paradigma aristotélico-tomista, que se radicalizou na modernidade com Descartes, com a apologia da substância monológica e atomista, é inadequado para explicar o ser humano. Considero que o humano não se faz egoisticamente, mas essencialmente constitui-se no dialógico, no encontro, no encontro de amor (que é dádiva, respeito, colaboração inter-subjectiva…). Assim, telegraficamente, a tese que tentei fundamentar é a seguinte: o ser humano não se constrói singular e monologicamente, mas sim no encontro dialógico da pluralidade.

Quanto tempo demorou a escrevê-lo?

Na redacção deste livro estabeleci diálogos com a obra de muitos filósofos. Deste modo, tive que ganhar tempo a dedicar-me à leitura e à análise crítica de diversas mundividências, bem como, a reflectir argumentativamente sobre os problemas colocados inicialmente. Ora, isto exige muita paciência, fidelidade, dedicação para com este projecto, que em termos temporais demorou mais de um ano.

Como se sente tendo publicado um livro ainda tão jovem?

Eu sou ainda um mero principiante e aprendiz de filósofo, que decidiu publicar num livro os primeiros frutos de uma reflexão filosófica inicial. Este livro constitui o início do meu “gatinhar” nesta grande aventura da filosofia. De facto, não posso deixar de manifestar alegria, mas sinto do mesmo modo que ainda tenho um longo (e ininterrupto) caminho a percorrer de estudo, investigação, reflexão filosófica. Mas, este sentimento de imperfeição e incompletude constitui para mim um enorme estímulo para continuar nesta senda.

A apresentação do livro, na Livraria Almedina, correu como esperava?

Este acontecimento superou em muito as minhas expectativas. De facto, fiquei encantado com o apoio e a dedicação do NEFILUM (Núcleo de Estudante de Filosofia da Universidade do Minho) para a realização deste evento. Agradeço a todos os que participaram e tornaram possível a concretização desta apresentação do livro.

Já existe um próximo projecto em mente?

Penso que projectos não faltam, pois a filosofia deixa em mim uma curiosidade, inquietude, que me faz investigar, estudar, pensar, reflectir filosoficamente cada vez mais. Vou continuar a lutar pela concretização desses projectos…

Daniel Vieira da Silva
 
 
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