Com apenas 18 anos, o aluno do primeiro ano de Medicina da Universidade do Minho, André Miranda, terminou o ensino secundário na Escola Carlos Amarante com uma média de 19, 8 valores.André recebeu um prémio por parte do Ministério da Educação e um cheque no valor de quinhentos euros. “O prémio é atribuído aos melhores alunos que terminam o ensino secundário em todas as escolas públicas e é entregue sempre no início do ano lectivo seguinte quando eles saem… E eu recebi no início deste ano, em Setembro”, refere o aluno de Medicina.
O principal interesse para justificar o ingresso em Medicina prende-se com o gosto pelas áreas das ciências, nomeadamente a Biologia. Quanto à escolha da Universidade esta deve-se, principalmente, pela “componente de investigação que oferece, que talvez não seja tão boa nas outras Universidades, que permite conciliar tanto o estudo da prática clínica com também na área de investigação”, afirma André.
Quanto ao percurso académico o estudante refere que não mantém a mesma média, embora se encontre “num grupo um bocado destacado, mas nada de mais”.
Acrescenta ainda que na Universidade “o ensino é completamente diferente.” “Tenho obtido bons resultados na mesma, mas nunca os mesmos que no secundário”, acrescenta.
O estudante de medicina explica que tem um método de estudo já delineado “o curso também convida um pouco a isso… Temos avaliação contínua e exames de três em três semanas e exige um acompanhamento contínuo da matéria”, esclarece.
André Miranda ocupa os seus tempos livres, como qualquer outro aluno universitário. Para além das praxes, de jantares de curso e saídas aos fins-de-semana com os amigos, ainda tenta praticar o máximo de desporto. “Faço de tudo um pouco… Dá para conciliar as duas coisas perfeitamente”, assegura, sublinhando o facto de ter uma vida completamente normal.
Praticava ténis assiduamente no secundário, a nível de competição, no entanto devido à carga horária deste ano só joga de vez em quando, “só com os colegas por divertimento”.
O aluno desenvolve, de igual modo, um certo interesse pela cirurgia no desporto. “Para mim a cirurgia será um dos maiores desafios, porque estamos a lidar directamente com a pessoa e com o corpo humano em si, e especialmente ligado ao desporto, porque é uma área que eu gosto imenso”, refere André Miranda em conversa com o ACADÉMICO.
André Miranda deixa ainda um conselho para as pessoas e colegas: “não se fixarem muito nos resultado académicos e preocuparem-se, sobretudo com o conhecimento que possam vir a obter” e que “é preciso ter tempo para descansar e socializar e acho que isso é o mais importante.”, destaca, de forma humilde o aluno.
Daniel Vieira da Silva






































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

