A Leoni anunciou que vai fechar a fábrica de Viana do Castelo em 2010, deixando 599 trabalhadores no desemprego. O primeiro despedimento de 210 empregados começa já em Março do próximo ano.“Entre Junho e Julho de 2010 saem 254 trabalhadores directos (ligados à produção) e 79 indirectos (que fazem a ligação com a produção)”, explicou à Agência Lusa, José Simões, dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA).
Em Outubro saem mais 45 trabalhadores, ficando a fábrica a funcionar apenas com 11 funcionários até Dezembro, altura em que encerra funções.
A multinacional alemã de componentes para automóveis justifica o encerramento da fábrica de Viana do Castelo com a “falta de encomendas e custo da mão-de-obra”, contou Miguel Moreira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e do Centro (STIENC).
Dificuldades já existiam
Em meados deste ano, a Leoni de Viana do Castelo efectuou um despedimento colectivo de 120 trabalhadores. A demissão foi justificada pela redução dos pedidos de encomendas para a empresa. Anteriormente, a fábrica de cablagem do sector automóvel já havia recorrido ao ‘lay off’, reduzindo a semana de trabalho de cinco para quatro dias. A intenção inicial seria que a medida vigorasse entre Fevereiro e Julho, mas acabou por ser suspensa antes do previsto.
Preocupação do Governo
O Ministro da Economia, Vieira da Silva, revelou que o Governo está analisar a situação da Leoni de Viana do Castelo, para tentar minimizar as consequências do encerramento. “Estamos a trabalhar no sentido de perceber quais são as alternativas que podem existir para essa localização”, disse Vieira da Silva, em Bruxelas. O Governo já conhecia a situação delicada da empresa, mas não esperava um encerramento tão próximo. O Ministro da Economia reconhece ainda que o contexto mundial não é favorável para a evolução da empresa: “Na situação em que a economia vive, as alternativas são difíceis, em particular porque são pessoas que estão a trabalhar num segmento particularmente crítico da indústria europeia e mundial que é o segmento automóvel”.
Leoni em Portugal
A Leoni abriu a fábrica de Viana do Castelo em 1991, com a criação da Cablinal Portuguesa. Nessa altura, a empresa empregava 2600 trabalhadores. Ainda no país, a Leoni detém uma unidade em Guimarães, que se dedica a outro ramo de actividade. A empresa vimaranense emprega mais de 200 trabalhadores e não está em risco de fechar.
O grupo Leoni tem como principal actividade o fabrico de fios, cabos e sistemas para automóveis. Sediado em 36 países, emprega cerca de 48 mil trabalhadores. Em 2008, obteve receitas de 2,9 milhões de euros.










Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

