Parallax é o fenómeno visual que afecta a percepção dos objectos a diferentes distâncias, dependendo da posição dos observadores. Este termo é também usado em Astronomia e agora é também o título do terceiro disco de Atlas Sound. Para quem não sabe, Atlas Sound é mais uma forma que Bradford Cox (sim, o dos Deerhunter) encontrou para exorcisar os seus fantasmas. E ainda bem que o faz, porque ele é um dos artistas mais interessantes e criativos da cena indie contemporânea.No ano passado, os Deerhunter brindaram-nos com um dos melhores discos dessa colheita de 2010. Neste ano de 2011, como o colectivo não lançou mais do que um registo ao vivo, eis que surge “Parallax”, ou uma forma relativamente diferente de Bradford Cox explorar o som, ou como o próprio desabafa: “It’s all about parallax, man. Five years for one person is 20 for another, you know? It’s like, if a car is coming towards you down a highway and you’re going towards it, it’s like this distortion of how fast things go by. And I guess my time as a musician has gone by so fast that I realized that I have no personal life. The other guys in Deerhunter, they all found things. And I just have monomania”.
Monomanias e paralaxes à parte, este disco orienta-se mais para a canção pop, se o compararmos com os seus 2 antecessores. “Mona Lisa”, o tema de mais fácil audição, conta até com a voz de Andrew VanWyngarden dos MGMT. “Parallax”, com edição da 4AD, é um álbum onde denotamos uma orientação mais concreta, mais planeada, mas sem pôr de lado a experimentação e a conjugação dos elementos electrónicos com a guitarra clássica. Talvez por pressão da editora que, lá no fundo, o que pretende é vender discos. Mas o ambiente de sonho, de fantasia, de viagem interior, continua bem patente em praticamente todo o disco. Bradford Cox nunca nos decepcionará.











































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

