Quantas vezes sentimos que temos muito que estudar e nem sabemos por onde começar? Apetece-nos desistir e ver TV até não mais, dormir, sair, fazer qualquer coisa que seja! Tudo menos pegar nos livros… Não penses já em ir lavar a loiça, como pretexto e fuga das obrigações escolares! Calma!... Eis algumas dicas para ti: Para começar, faz uma lista das coisas que tens que fazer, definindo um plano de estudo e estabelecendo prioridades. Seguidamente distribui o tempo de que dispões pelas várias tarefas a realizar. Lê, com atenção, os teus apontamentos e notas de modo a relembrares os conteúdos mais importantes e a detectares os aspectos em que tens dúvidas e que precisam de uma atenção especial. Procura colocar a ti mesmo(a) a questão: “O que tenho de saber sobre esta matéria?” e à medida que vais lendo vai sublinhando e tomando notas. Devemos também testar os nossos próprios conhecimentos, colocando questões a nós mesmos sobre os conteúdos que estudámos, recordando as indicações e recomendações do professor sobre o teste. Também é muito útil discutir os conteúdos com outros colegas e, se for possível, estudar em grupo. Há que analisar com atenção as relações entre os vários aspectos da matéria que estudámos e tentar transmitir, por palavras nossas, os novos conceitos e informações. Pensa também em organizar a informação através de esquemas. Por norma, é uma óptima estratégia para recuperar mais rapidamente os conteúdos estudados. Para isso, toma notas ou faz sínteses; estabelece relações entre os vários conteúdos; agrupa informações em categorias ou hierarquias, sempre que possível; e cria mapas de informação, organizando e relacionando essas informações. Sabemos que, algumas vezes, o não gostar da matéria leva a motivação a dar uma volta, mas aconselhamos-te que, mesmo assim, faças um esforço complementar para as trabalhar, não caindo na tentação de “saltar“. Mas não abuses! Evitar a exaustão mental, fazendo pequenos intervalos durante o estudo para relaxar um pouco, fisicamente e mentalmente, tentando não pensar no teste. E quando chegar a hora H procura estar calmo e descansado(a) para a prova, alimenta-te bem, dorme bem na véspera e procurar fazer algum exercício físico. E lembra-te… Não abuses nos estudos, mas também não te esqueças deles nem finjas que te esqueceste. Concilia as responsabilidades com a diversão e evita deixar tudo para amanhã… Devagar se vai ao longe, mas depressa e bem, muitas vezes, também se pode ir além.
O sonho é, ainda hoje, alvo de grande controvérsia por parte das várias escolas da Psicologia. Já sendo uma experiência que possui significados distintos, ainda aumenta a complexidade quando é inserido como tema em debates da religião, da ciência e/ou da própria cultura. Comecemos por algumas versões religiosas e culturais, em que o sonho aparece revestido de poderes premonitórios. Exemplo disso é, no Novo Testamento, a história que “reza” que São José é avisado durante um sonho, pelo anjo Gabriel, de que sua esposa traz no ventre uma criança divina, sendo que mais tarde o mesmo anjo o volta a avisar para fugir para o Egito. À luz de uma das correntes da Psicologia – a Psicanálise - Sigmund Freud, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, em 1900, tentou dar um carácter científico à matéria, definindo o conteúdo dos sonhos como a “realização dos desejos”. Ou seja, no enredo onírico há o sentido manifesto (a “fachada”) e o sentido latente (o significado). Por meio da interpretação simbólica, seria portanto possível desvendar o desejo real do sonhador, por detrás dos seus relatos, por mais absurda que a narrativa pudesse parecer. O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung pensou, falando de uma forma muito rudimentar, que os sonhos não teriam um papel somente de revelação dos desejos do inconsciente, mas sim, seriam uma ferramenta que ajudava a mente a equilibrar-se, em função dos conflitos que esta pudesse atravessar. Alguns neurocientistas, afirmam que o sonho é apenas uma espécie de tráfego de informação sem sentido que tem por função manter o cérebro em ordem. Esta teoria só não explica como esses enredos, supostamente desconexos, são responsáveis por grandes insigths, como aconteceu, por exemplo com Francis Crick, ou Paul MacCartney. Francis Crick, um dos cientistas que descobriu a forma em dupla hélice da molécula de DNA, sonhou com duas cobras entrelaçadas na noite anterior à grande descoberta. O beatle Paul McCartney sonhou com uma melodia, acordou, foi para o piano e compôs “Yesterday”, um dos maiores clássicos de todos os tempos. Há muitos outros casos de sonhos reveladores em várias áreas da ciência e da arte. O que não impede que os sonhos sirvam também para recuperar a saúde do organismo e do cérebro. Seja como for, não queremos, como poderia ser de esperar, continuar este artigo falando sobre interpretações de sonhos e outros afins (por muitos motivos, mas principalmente porque pouco ou nada percebemos de assuntos oníricos). A mensagem com que prosseguimos é outra: remete para aqueles outros sonhos que temos… aqueles que somos nós que escolhemos sonhar. Como nos diz Sofia Barrocas, editora executiva da Revista Notícias, “parte de nós é feita de sonhos”, independentemente das suas explicações, independentemente de quem os tenta interpretar. Por isso mesmo, os sonhos não devem “permanecer na inconsciência”, mas devem ser encaminhados para o nosso coração, e se possível, rumar à nossa cabeça, à nossa razão, para nos impulsionarem à mudança e à iniciativa. Porque no fundo todos sabemos algo que é bem verdade: “que o sonho comanda a vida” e “que sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”. Por apenas uma semana, por um dia ou por uns minutos… sabemos que é óptimo vermos concretizado um sonho. Se temos tantos, não é porque um se realizou que os outros deixarão de existir.
Então, qual é o medo?!
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Que o próximo minuto de leitura vos faça reflectir sobre o que somos capazes de fazer por ordem de alguém “superior”, ou com mais poder; que vos incite a pensar no que o Ser Humano faz e fará em prol da Obediência à Autoridade, e no que fez ao longo da história. Não será difícil aceder a analogias que vos farão pensar no regime Nazi e na forma como uma figura de autoridade impeliu toda a nação a seguir as suas ordens, que contrariaram a dignidade humana, que merece atenção e luta por parte de todos nós. Stanley Milgram (1933 - 1984) foi um psicólogo norte-americano que desenvolveu uma experiência com o objectivo de estudar as reacções individuais face a indicações concretas de outros, ainda que os sujeitos recrutados pensassem que seria para estudar a memória e a aprendizagem.
Como decorreu?
A) Um voluntário apresentava-se para participar na experiência, sem saber que seria avaliado na sua capacidade de obedecer a ordens. Era colocado no comando de uma falsa máquina de infligir choques, sendo encarregues de um suposto papel de “professor” numa experiência sobre “aprendizagem”.
B) A máquina estava ligada ao corpo de um homem mais velho (aluno), que era submetido a uma entrevista numa sala ao lado. Na verdade este “aluno” era um actor e não recebia os choques. O voluntário (professor) podia ver o homem mais velho, mas não era visto por ele;
C) O voluntário era instruído por um investigador a accionar a máquina de choques todas as vezes que a pessoa errava uma resposta. A intensidade dos choques aumentava supostamente 15 volts por cada erro cometido, desde 15 (marcado na máquina como “choque ligeiro”) até 450 volts (marcado na máquina como “perigo: choque severo”);
D) À medida que a intensidade dos choques aumentava a pessoa queixava-se cada vez mais até que se recusa a responder, enquanto o experimentador ordena ao sujeito para continuar a administrar choques: “Não tem alternativa, tem que continuar”.
Resultados:
Mesmo vendo o sofrimento, a maioria dos voluntários continuava a obedecer às ordens e infligindo choques cada vez maiores. A intensidade máxima, 450 v, significaria hipoteticamente matar a outra pessoa. 65% das pessoas obedeceram às ordens até o fim e deram o choque supostamente fatal. No fim da experiência, muitos dos voluntários obedientes suspiraram de alívio, esfregaram os olhos com os dedos, ou nervosamente procuraram os seus cigarros. Outros houve que demonstraram apenas sinais mínimos de tensão, do princípio ao fim.
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Vais a conduzir numa noite de tempestade. Passas por uma paragem de autocarro e vês três pessoas que esperam pelo autocarro: 1. Uma senhora idosa com aspecto de quem irá morrer dentro de minutos. 2. Um velho amigo que uma vez te salvou a vida. 3. A mulher ou homem dos teus sonhos. A quem davas boleia, sabendo que apenas pode ir um passageiro no carro? (além do condutor, claro).
Díficil escolher não?
Decide-te!
A tomada de decisão é o processo pelo qual são escolhidas algumas ou apenas uma entre muitas alteranativas para as acções serem realizadas, tendo em conta as consequências dessa mesma acção (Almeida, 2006).
Então, como podes fazer escolhas?
De acordo com Chiavenato (1997), o teu processo de decisão é influenciado pelas tuas características individuais, pelas circunstâncias em que te encontras e pela maneira como compreendes a situação. Podes tomar uma decisão, pensando no teu “problema” ao longo de sete etapas: (1). percepcionas a situação que abrange o problema; (2). diagnosticas e defines o problema; (3). defines os teus objectivos; (4). pensas e procuras alternativas para resolveres o teu problema; (5). escolhes a alternativa mais apropriada de acordo com os teus objectivos; (6). avalias e comparas essas alternativas; (7). seleccionas a alternativa mais conveniente e aplicas. Contudo, pode ser que as etapas não sejam seguidas à risca quando somos pressionados a tomar uma decisão rápida e imediata. Estas etapas sugerem que as nossas decisões são tomadas de forma racional, no entanto na maioria das vezes escolhemos com base na nossa experiência anterior e sistema de valores. Por exemplo, se fores almoçar a um restaurante e não ficares satisfeito(a) com a forma como a comida foi servida, de certeza que não voltas lá. Baseaste a tua decisão na experiência que tiveste, o mesmo se fores a um cabeleireiro e não ficares satisfeito(a) com o corte. Ao decidires não voltares lá, fazes uma escolha imediata. Assim, optamos sempre pela alternativa que nos parece mais razoável, de acordo com o nosso quadro de referências.
Mas não te esqueças… Mesmo quando escolhes não decidir, já tomaste uma decisão!
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Ficar verde de inveja ou roxo de raiva é algo que a todos nós já aconteceu. Mas para algumas pessoas, expressões como estas são muito mais do que simples metáforas, pois existem aqueles que por exemplo, vêem uma cor ao ouvir uma palavra. Ou seja, ao ouvirem a palavra inveja vêem mesmo a cor verde! A este fenómeno dá-se o nome de Sinestesia. Contudo, esta é apenas uma das modalidades, sendo que, sempre que um determinado estímulo (visual, táctil, auditivo, gustativo ou olfactivo) evoca uma outra percepção para além da correspondente, trata-se de sinestesia, do grego syn (unido) e aisthesis (percepção). Uma em cada duas mil pessoas sofrem desta condição, desta “confusão neurológica” que provoca a percepção de mais de um sentido de uma só vez. A sinestesia não é fruto de conceitos culturais como dizer que vermelho é quente e branco é paz. Resulta da ligação entre as diferentes “ilhas de células” que temos no cérebro, estabelecendo assim, pontes entre os vários sentidos sensoriais, como concluído em 1995, num estudo conjunto entre Inglaterra e Itália. Se te pedíssemos que contasses os números 2 do quadro ao lado irias demorar alguns segundos até descobrir que o total é 6.  Um sinestésico daria a resposta de forma quase automática, pois a cada número estaria associada uma cor, fazendo com que os 5 e os 2 fossem identificados rapidamente. Sendo muito poucas as pessoas sinestésicas, a maioria de nós é capaz de fazer correspondências inter-modais, às quais alguns autores dão o nome de “sinestesia fraca”.  Observa as personagens que se seguem e identifica qual delas se chama Globe e qual a que se chama Crok? Quase de certeza que decidiste que o primeiro (à esquerda) se chamaria Crok, sendo o mais redondinho o Globe. Agora tenta responder às seguintes questões: A que é que sabe o som do violino? A que é que cheira a teimosia? E como estas muitas mais se poderiam colocar… Giro não é? Agora imagina que nem tens de tentar ou de fazer um esforço para conseguir associar um som a uma imagem, um sabor a um som, um cheiro a uma palavra, porque tal coisa aconteceria natural e involuntariamente... Se conseguiste ter uma ideia do que seria, percebes então como é o animado mundo de um sinestésico.
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Hoje vos falaremos de SEXISMO.
E que será isto?! Um bicharoco esquisito? Uma seita? Um canal da TV Cabo?
Sexismo diz respeito a crenças e práticas culturais e institucionais que privilegiam o homem, enfraquecem as mulheres e denigrem valores e acções associadas às mesmas. É um conjunto de estereótipos e práticas discriminatórias que enfatizam a inferioridade e a diferença das mulheres. Muitas vezes não nos apercebemos de como o sexismo está presente na nossa vida pessoal e social. Pensamos que é coisa do passado e que o que lá vai, já era. E quando nos apercebemos de certas situações que inferiorizam as mulheres, em consequência do nosso processo de socialização, estas soam-nos a normalidade. Olhemos à nova volta. Pensemos sobre a actualidade… Nos casais heterossexuais as relações maritais são fundamentalmente relações de poder, habitualmente poder dos maridos sobre as esposas. O trabalho doméstico continua a ser visto como um trabalho de mulheres e a divisão do trabalho em casa é claramente feita de acordo com o género. Por exemplo, enquanto que todo o trabalho relativo ao cuidado da casa (limpeza, cozinha) fica ao encargo da mulher, ao homem cabem as reparações da casa (mudar uma lâmpada, montar uma estante). Nas famílias monoparentais a investigação indica que a experiência de mãe e pai solteiros são um pouco diferentes. Os pais solteiros recebem apoio considerável dos amigos, parentes, vizinhos que os percepcionam como pessoas excepcionais. As mães solteiras, por outro lado, recebem pouca ajuda das outras pessoas. A imagem da mulher nas séries televisivas tende a ser representada como magra e fisicamente atraente. Os papéis desempenhados pelas mulheres tendem a ser menos importantes: são personagens mais jovens e, portanto, mais imaturas e menos autoritárias que as representadas pelos homens. Também nos media, a pornografia é considerada a maior exposição da mulher, conduzindo à ideia de subordinação feminina e fazendo com que elas sejam vistas como objecto de dominação social, conquista, violação, exploração, de uso e de posse, além de servas dos homens. E no trabalho? Será que ainda existe discriminação? Muitos pensam que não. As mulheres cada vez mais ocupam posições de poder, é verdade. Porém, provado está que ainda existem pessoas que julgam que as mulheres valorizam bastante as suas relações sociais e um bom ambiente profissional e que, como tal, não se dedicam tanto aos seus trabalhos como os homens. Daí que muitos pensem que elas não deverão receber tanto quanto eles. Enfim… Caros leitores e leitoras, a crença na superioridade masculina (androcentrismo) ultrapassa, ainda hoje, as próprias leis teóricas dos direitos humanos, visto que se infiltra subtilmente nas políticas e práticas que regem a sociedade. Neste sistema de opressão já tão enraizado na nossa cultura, a desigualdade perpetua-se de forma despercebida, de geração em geração, de tal forma que as mulheres não a questionam, aceitando-a passivamente sem se darem conta, tal como os homens. Por isso mesmo, é importante reflectirmos acerca destas questões, apelando a uma conscientização colectiva, numa luta constante a favor da desconstrução do mito da inferioridade feminina! Não é o problema do “ter nascido homem”, mas do ter sido criado APENAS como tal.
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