A Comissão Europeia organizou nos passados dias 4 e 5 de Maio o 3.º Fórum Anual Universidade-Empresas (3rd Anual Fórum University-Business) em Bruxelas. No meio da maior crise da história da União Europeia, a Comissão Europeia estabeleceu um ambicioso plano denominado “EU2020 - A European strategy for smart, sustainable and inclusive growth”, que torna a educação, a pesquisa e a inovação em principais actores para uma forte recuperação da União Europeia, com altos níveis de emprego, produtividade e coesão social.
Assim, o 3.º Fórum Anual Universidade-Empresas pretendeu ser uma ocasião onde importantes intervenientes do sector da Indústria e das Universidades se reuniram, discutindo as melhores práticas para tornar as relações entre eles mais fortes e eficazes e ainda discutir o que necessita de ser melhorado e como pode esta relação ser ainda mais atractiva para ambos os lados.
O Fórum de 2010 reuniu altos representantes da União Europeia e dos Estados Membros, bem como representantes de várias Universidades e Empresas, que discutiram exemplos de excelentes cooperações, estratégias regionais e inovações no desenvolvimento de competências. A Comissão Europeia, como anfitriã, aproveitou a oportunidade para aprender e desenvolver o seu conhecimento nesta área vital de maneira a clarificar a sua posição nesta relação, reflectindo quais as acções que pode tomar para tornar mas fácil e atractiva esta relação, com possíveis legislações no futuro.
Para este 3.º Fórum Anual a Comissão Europeia escolheu o impacto das relações entre as Universidades e as Indústrias no contexto regional, como tema principal. Assim, entre os vários pontos que foram escolhidos e considerados como indispensáveis foi a relação entre as Universidades e as Pequenas e Médias Empresas – como podem elas, com a ajuda das universidades, melhorar as suas posições no mercado; e como podem as instituições do ensino superior e os institutos de pesquisa ajudar a curto e longo prazo a empregabilidade dos licenciados a nível regional – que mereceu um destaque particular.
O aumento da responsabilidade social das universidades, o desenvolvimento da inovação, a aprendizagem ao longo de toda a vida a importância que o desenvolvimento de competências tem a transferência de conhecimentos entre as Universidades e a Indústria, todos os problemas consequentes desta transferência e o que necessita de ser melhorado na questão das patentes foram pontos que mereceram igualmente a atenção dos participantes durante o Fórum.
Apesar de Portugal não ter contado com uma participação oficial neste Fórum, três personalidades portuguesas estiveram presentes: José Sasportes, ex-ministro da Cultura e vice-presidente do Conselho Consultivo do Atomium Culture, que efectuou um dos discursos de abertura do Fórum; Pedro Mota, professor do Madeira Tecnopolo, e Hugo Queirós, da Universidade do Porto, na sequência de um trabalho desenvolvido desde 2004 que examina a recuperação e exploração de direitos de propriedade intelectual, também estiveram presentes analisando os direitos existentes e o que tem sido feito para os proteger.
Em declarações à ESNA, Hugo Queirós afirmou que “as relações entre as Universidades e o mundo empresarial são fundamentais pois dão às universidades a oportunidade de se dedicarem às necessidades especiais da indústria e sociedade local, aumentando assim a sua responsabilidade e também o seu carisma no seio da sociedade em geral”. Afirmou também que” estas cooperações são mais uma maneira que os investigadores e a comunidade científica têm para trabalhar no ramo no qual estudaram”.
Questionado sobre a existência de parcerias deste género em Portugal, Hugo Queirós afirmou “existirem vários exemplos” – como “Unicer, Tomorrow Options e o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC)” – que demonstram que , apesar de haver um longo caminho pela frente, as primeiras iniciativas já foram criadas e a tendência futura vai nesse sentido.











































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

