Em 2006, Jack Dorsey criou aquilo a que, hoje, já se apelida de “SMS da Internet”: o twitter. Trata-se, portanto, de uma rede social baseada no microblogging, onde os utilizadores têm a possibilidade recíproca de enviar e receber actualizações pessoais em tempo real, os tweets.Em Portugal, estima-se que existam perto de 100 mil contas de utilizador, mas, deste total, apenas 40 por cento registaram actividade no último mês, demonstrando uma elevada taxa de desistência. Aliás, este parece ser o padrão no que toca aos fenómenos sociais que têm vindo a emergir online, já que o mesmo se verificou, por exemplo, aquando do surgimento dos blogues.
Desta forma, ainda que, no início, a evolução do twitter, em território nacional, se tenha assemelhado ao dos restantes países, a partir do Verão de 2009, o abrandamento foi notório, acontecendo de forma súbita e acentuada, e causando um desvio evolutivo em relação ao padrão global.
De facto, desde Agosto a Outubro de 2009, o total de tweets tem rondado, em média, os 760 milhares, produzidos por escassas (em média) 6800 contas. Ou seja, apenas uma percentagem inferior a 7 por cento das contas de utilizador permanecem em real actividade, sendo que esta não é, sequer, necessariamente, um processo de continuidade.
Destes dados, diz Paulo Querido, relevam-se três causas essenciais para o abrandamento registado no twitter, que se prendem, em primeiro lugar, pela rarefacção de celebridades que adoptaram este meio para o contacto com os fãs, ao contrário de países como o Brasil e os Estados Unidos da América.
Em segundo lugar, uma falta de “apoio” dos media portugueses em geral e, por fim, um terceiro aspecto tem que ver, com a fraca cultura de empreendedorismo Web que assola a grande maioria do povo português, apesar das tentativas vãs do governo nacional para imprimi-la na nossa sociedade.
Assim, embora o fenómeno twitter continue a demonstrar, no resto do mundo, uma evolução progressivamente favorável, em Portugal o caso parece ser atípico, acabando por cair no marasmo da novidade que deixou de o ser e que vai, agora, definhando paulatinamente.
Daniel Vieira da Silva

Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

