A Google tomou uma posição contra a pirataria e decidiu bloquear todas as funções automáticas - autocompletar e resultados instantâneos - nas buscas relacionadas com sites de torrents. Esta é uma tecnologia que não viola, por si só, a lei - já que serve para partilhar ficheiros na internet -, mas é vulgarmente utilizada de forma ilegal. Sites como o conhecido Pirate Bay, cujos fundadores foram processados e condenados na Suécia, dão acesso a filmes, músicas, software e outros ficheiros com recurso a torrents. Este é o primeiro passo da Google neste sentido desde que anunciou, em Dezembro, que iria começar a tomar medidas para garantir que a protecção dada aos direitos de autor seja mais efectiva na internet. Entre outras coisas, a gigante dos motores de busca garantiu que iria eliminar termos de procura associados à pirataria, e começou pelos populares torrents. O problema é que os torrents podem ser usados para actividades perfeitamente legais, e são já várias as fornecedoras de serviço que reclamam contra a medida da Google. "O RapidShare é um dos sites mais populares do mundo", disse um responsável desta página ao TorrentFreak, o primeiro site a revelar as novas medidas da Google. "Todos os dias, centenas de milhares de utilizadores confiam no nosso serviço para interesses perfeitamente legÃtimos", acrescentou. O RapidShare, que foi completamente excluÃdo do autocompletar e resultados instantâneos (se fizer uma busca por este site o Google não devolverá sugestões nem palavras semelhantes), considera que a Google "foi longe demais". O site suÃço, que fornece um serviço pago de armazenamento e partilha de ficheiros, afirma ainda que "os resultados de um motor de busca devem reflectir os interesses dos utilizadores, não os da Google ou de uma outra entidade". Para já, nenhuma versão da palavra torrent funciona, o que significa que estão bloqueados sites como BitTorrent (uma empresa norte-americana) ou uTorrent (software). No entanto, procuras por HotFile e MegaFile continuam iguais. De salientar que a Google não censura os resultados e continua a ser possÃvel aceder à página de links depois de clicar em procurar.
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Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

