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Aí está o Mimarte 2010

Uma assistência média de 800 pessoas. É a capacidade média de mobilização de cada espectáculo do Festival de Teatro de Braga, que já consolidou o seu espaço próprio no roteiro cultural da região. A revelação foi feita ontem pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, que considerou «fundamental » o papel da realização na formação de novos públicos, que manifestam um interesse crescente pelos clássicos.
«O número crescente de espectadores tem sido uma constante ao longo das várias edições do Mimarte – Festival de Teatro de Braga. Alguns espectáculos registaram a presença de quase mil espectadores», disse Ilda Carneiro, referindo que, «em média», cada representação teatral que integra o programa oficial do festival regista a presença de oito centenas de pessoas.

A vereadora bracarense falava no âmbito da cerimónia de apresentação da edição de 2010 do Mimarte, que vai decorrer de 2 a 11 de Julho e colocar em palco uma dezena de representações, que terão como palcos o Rossio da Sé, o anfiteatro ao ar livre do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o Theatro Circo.

A titular da pasta da Cultura acrescentou que o festival de teatro «ultrapassou já as fronteiras do concelho de Braga», revelando uma assinalável capacidade mobilizadora junto dos municípios vizinhos. Amares, Vila Verde e Famalicão são os concelhos que mais se deixam cativar pela iniciativa bracarense, que este ano vai colocar em palco algumas das encenações clássicas mais emblemáticas.

O grego Sófocles – um dos expoentes máximos da tragédia grega – e o romano Plauto – entrou no mundo do teatro como carpinteiro, para depois se afirmar como um dos símbolos do êxito teatral e fonte inspiradora de Shakespeare e Molière – são dois dos clássicos que vão marcar a edição deste ano, que vai ainda registar a presença de um outro gigante: as “Obras Completas” de Shakespeare inspiram a encenação da Companhia Teatral do Chiado, que promete encher o Theatro Circo, na noite do dia 9 de Julho.

Promover valores

“Fulaninho de Cartago” é a encenação com que o Grupo de Teatro Clássico Thíasos, do Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, se propõe revisitar o dramaturgo Tito Mácio Plauto numa intrigante história de amores proibidos e de famílias desencontradas.

De amores proibidos trata ainda a obra com que o grupo espanhol Calatalifa Villaviciosa de Odón se propõe actualizar a origem trágica do teatro. “Electra”, uma criação de Sófocles, é a peça que sobe ao palco do Museu D. Diogo de Sousa. A personagem da mitologia grega que também inspirou Eurípedes e Ésquilo é uma princesa amargurada e impulsiva que, levada pela paixão, leva o irmão Orestes a assassinar a própria mãe – a rainha Clitemnestra –, vingando a morte do pai – o rei Agamemnon –, que tinha sido arquitectada pela própria esposa. Ilda Carneiro sublinha o papel que as encenações clássicas assumem na educação individual e formação para os valores comunitários, apontado para a razão de fundo que levou a Grécia a assumir a representação teatral como uma das expressões mais contundentes da própria realidade: «a defesa e a promoção dos valores, não raras vezes feita através da crítica social e política».

O recurso ao «poder da oralidade » para a promoção da educação e da formação das pessoas é um outro pilar em que a vereadora da cultura da autarquia bracarense assenta a realização do Festival de Teatro: «queremos contribuir para a recuperação da oralidade como processo de transmissão de conhecimento e meio privilegiado de formação», sublinha a autarca, notando que «são cada vez mais raros os momentos de leitura em voz alta, que, até há alguns anos, se seguiam ao jantar » e que «está cada vez mais em desuso a tradição de contar histórias».

A vereadora responsável pelas políticas culturais da Câmara Municipal de Braga refere que o recuperar dessas tradições é uma das preocupações do Mimarte, que aposta na «manutenção dos níveis de qualidade» das edições anteriores, apesar da crise que o país atravessa. O orçamento da realização mantém-se inalterado face à edição de 2009, sendo os custos do festival inteiramente assumidos pelos cofres municipais.

Notícia: Diário do Minho


Programa completo:


2 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

O Coche do St. Sacramento,  de Prosper Merimée

Teatro da Rainha– Caldas da Rainha

Encenação de Fernando Mora Ramos

M/12 anos

 

Na Lima inventada por Merimée, segundo os traços expressionistas do romantismo, um Vice Rei colonial sofre de amor e gota. Com o reino em caos crescente sob o impacto da revolta índia lá para os confins da sua geografia, e em dia de cerimónia religiosa dirigida pelo bispo local, sua alteza está enciumada por causa de Perichole, sua amante, escandalosa de comportamentos num meio dominado pelas beatas da pequena corte local.

Conseguirá Perichole que o Vice Rei lhe ceda o mais belo coche de Lima, de fazer morrer de inveja as famílias tradicionais poderosas? E a revolta índia, por onde andará? Estará a resposta no índio que Tabori constrói, mais de um século depois?

 

Tradução de Isabel Lopes; Encenação de Fernando Mora Ramos; Cenografia e Figurinos de José Carlos Faria; Interpretação de Carlos Borges, Isabel Lopes, José Carlos Faria, Victor Santos e Octávio Teixeira.

 

         PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

         O Teatro da Rainha surgiu em 1985, nas Caldas da Rainha, a convite da Casa da Cultura, então sediada no espaço do antigo casino, defronte ao Hospital Termal. Durante cinco anos desenvolveu aí a sua actividade, período em que realizou dezassete espectáculos, com os quais percorreu o país em digressões constantes. Em 1987 foi-lhe atribuído o Prémio da Crítica pela Associação Portuguesa de Críticos, “pelo conjunto da obra”.

         Nesta primeira fase da sua existência fez peças de Gil Vicente, Ângelo Beolco, Anrique da Mota, Marivaux, Goldoni, autores clássicos, mas também de Heiner Müller, Sean O’Casey, Christoph Hein, Beckett e Sarrazac, autores contemporâneos, com cujos espectáculos se apresentou no ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian, no Instituto Franco-Português, no Teatro da Comuna, no Teatro Garcia de Resende, no Auditório Nacional Carlos Alberto, entre muitos outros locais.

         Em 1989 passou a companhia regularmente subsidiada pelo Estado e no ano seguinte associou-se ao Centro Cultural de Évora e criou o CENDREV (Centro Dramático de Évora), integrando a direcção durante nove anos, tendo no âmbito dessa colaboração relançado a Escola de Formação de Actores. Mantendo a sua autonomia jurídica fez, a convite da Culturgest, “Esta Noite Improvisa-se”, de Pirandello, durante a Lisboa 1994, Capital da Cultura, assim como realizou em Maputo, Moçambique, “De Volta da Guerra”, sobre texto de Ângelo Beolco, a convite da Cena Lusófona e em co-produção com o grupo de teatro moçambicano “Casa Velha”.

         A partir de 2003 são de realçar as parcerias estabelecidas com o TNSJ (Teatro Nacional de S. João), a convite do qual estreou “Ella”, no Porto, com as Câmaras de Caldas da Rainha (sede), Óbidos, Torres Vedras (com quem desenvolve um projecto formativo), a Odivelcultur (com quem co-produziu “Estação Inexistente”) e Tavira (cidade onde estreou “O Anel Mágico”). Neste período intermédio a companhia montou 13 espectáculos, alguns dos quais se mantêm em reportório, e nos últimos anos estreou peças como “O Anel Mágico de Carlo Goldoni, “O Coronel Pássaro”, de Hristo Boytchev, “Weisman e o Pele-vermelha”, de George Tabori; e “O Coche do Santíssimo Sacramento”, de Prosper Merimée.   

         Participou no MIMARTE com a peça “O Anel Mágico”, de Carlo Goldoni, no de ano de 2007 e com “O Fim do Princípio”, de Sean O’casey em 2008.

 

3 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

O Escurial, de Michel de Ghelderode

Teatro Art’Imagem - Porto

Encenação: Flávio Hamilton, Valdemar Santos

 

          O Teatro Art’Imagem apresenta uma peça de Michel de Ghelderode, um dos renovadores do teatro moderno, bastante próximo, segundo os críticos, do teatro da crueldade com que Artaud sonhava. Esta peça, um “clássico” da dramaturgia moderna que, pelo menos nestes últimos vinte anos em que tanta coisa mudou no mundo, poucas vezes subiu ao palco em Portugal. Torna-se assim importante a divulgação deste autor e desta obra partindo para uma nova leitura de um autêntico “auto de fé” teatral onde se questiona a condição humana, o próprio teatro e os seus fazedores. Um texto exemplar da dramaturgia universal, dirigido pelos próprios actores, numa encenação depurada de artifícios em que o verbo e o corpo dos “celebrantes” Flávio Hamilton e Valdemar Santos entram pelo “palco” dentro misturando-se com desperdícios transformados em instalação cénica por Teresa Alpendurada, uma jovem actriz que se aventura nas lides plásticas.

Um teatro não para passar tempo mas para pensar o tempo, o nosso tempo!

Um tempo para pensar o teatro, o nosso teatro!

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

O Teatro Art’Imagem foi fundado no Porto em 1981 por alguns animadores culturais, onde pontificava José Leitão, actual director artístico. Desde o princípio que o projecto desta companhia portuense assentou numa linha expressiva diversificada, desde as formas convencionais até ao café-concerto, passando pelo teatro para a infância, pela criação colectiva, pela animação de rua, abrangência artística que foi pretexto para fusão de técnicas teatrais, circenses e pirotécnicas.

Com o teatro de rua granjeou a companhia grande notoriedade, desde as primeiras criações, isto é, desde “Brincadeiras a Retalho” (1985) e “Palhaçata, Palhacita e Palhação” (1987). No entanto, é com “Estive Quase Morto no Deserto” (1991) que o grupo se projecta numa carreira artística de inegável singularidade no espaço teatral português, e se aventurou numa bem sucedida “andança, errança e navegança”, para parafrasear o título de uma das suas produções.

O seu valioso curriculum vitae não se resume tão-somente à mera encenação de peças, porquanto o Art’Imagem também é organizador de festivais, como sejam o Fazer a Festa e o Festival de Teatro Cómico da Maia, ambos internacionais. Em termos de reportório o grupo já representou Almeida Garrett, António José da Silva, Eça de Queirós, Sophia de Mello Breyner, Shakespeare, Tchekhov, Oscar Wilde, Federico Garcia Lorca, Osvaldo Dragun, Homero, Fassbinder, Cervantes, Alfred Jarry e diversos dramaturgos contemporâneos nacionais e estrangeiros.

Preparou para o Porto 2001 (Capital Europeia da Cultura) “O Autocarro do Amor”, considerado pelo próprio grupo como espectáculo de teatro móvel e montou “Rei Ubu – Ubu faz Cem Anos”, a propósito do centenário da peça de Alfred Jarry. Para trás ficam espectáculos como “O Princepezinho”, de Saint-Exupery (1985), “Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança”, de António José da Silva (1989), “Rapazes, Decorem o Papel até Amanhã”, de William Shakespeare (1993), “Não Matem o Mandarim”, de Eça de Queirós (1995), “Animal Killer” de Fassbinder (1996), “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner (1997), “D. Perlimplin”, de Federico Garcia Lorca (1998), “Odisseia”, de Homero (1999), “Minha Conto”, de Mia Couto (2000), “Ratos e Homens” de John Steinbeck (2004), “Fulgor e Morte de Joaquim Murieta”, de Pablo Neruda (2007), “História de uma gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”, de Luís Sepúlveda (2008), e muito mais.

Participou no Mimarte com “As Atribuladas Núpcias do Lourenço de Braga em Dia de Corpo de Deus” (1999), “Piano Mas Não Toco” (2000) e “Todo o Mundo é um Palco”, de Shakespeare (2002).

 

 

4 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

Números Falam por Si, de Pedro Quintas

PIFH – Produções Ilimitadas Fora d’Horas

Encenação de Pedro Quintas

M/12 anos

 

5 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

As Guerras de Alecrim e da Mangerona, de António José da Silva

Teatro Ao Largo – Vila Nova de Mil Fontes

Encenação de Steve Jonhston

M/12 anos

 

  O tema é leve na sua essência, com um enredo em torno das tentativas de dois jovens amantes para conquistarem os corações (e mesmo a casa) de duas lindas irmãs. A peça critica de forma divertida vários aspectos da sociedade portuguesa. O espectáculo é direccionado para toda a família e segue a política artística do grupo de levar farsas clássicas ao público geral.

A intenção de António José da Silva era de encantar e deliciar o público do seu tempo. A interpretação do Teatro Ao Largo, mantendo-se fiel à original em texto e em espírito, para além de também encantar e deliciar o público do nosso tempo, incluirá música ao vivo, canções e rotinas de comédia física e interacção com o público.

 

Interpretação de Rui Penas, Célia Martins, Miguel reis Rosa, Inês Patrício e Ricardo Loscar; Encenação e Música Original de Steve Johnston; Guarda-roupa e Cenário de Helen Lane; Máscaras de Josephine Biereye, Técnica de Luís Santos e Jorge Condesso.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

O Teatro Ao Largo é uma companhia, fundada em 1994 em Vila Nova de Milfontes, que no princípio se dedicou a levar o teatro profissional ao coração das comunidades do Alentejo, mas que em poucos anos se tornou no principal grupo profissional de teatro itinerante em Portugal. Na Primavera, Verão e Outono, com o seu palco transportável totalmente equipado, o grupo tem representado numa enorme variedade de locais, desde o anfiteatro da Gulbenkian até às mais pequenas aldeias do Baixo Alentejo, como o Vale de Santiago ou S. Francisco da Serra.

Embora o grupo se tenha desenvolvido consideravelmente ao longo dos anos, tanto em termos técnicos como artísticos, manteve-se fiel ao seu objectivo original de providenciar espectáculos de teatro vivazes e festivos, num estilo que todos podem apreciar, segundo uma linha de grande interactividade com o público.

No seu reportório constam espectáculos como “Mirandolina, e “Os Gémeos de Veneza, de Carlo Goldoni, “Auto da Lusitânia, de Gil Vicente, “Arlequim, de M. Lesage, “O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono, “Amor e Baco, de Ovídio, “A Mulher dos Cinco Maridos, de Geoffrey Chaucer, entre outros. De igual forma esta companhia alentejana tem abordado literaturas tradicionais, nomeadamente a africana e asiática, com espectáculos como “O Mercador do Cairo” (2002), baseado numa história antiga persa, “De Onde Vêm as Histórias” (2004), a partir de um conto popular zulu, e “O Macaco Gabarola” (2005), inspirado numa antiga fábula chinesa.

O Teatro Ao Largo tem trabalhado também temáticas portuguesas em peças como “Os Aviadores” (1998), “João Flautinha” (1999), “Mil e Quinhentos” (2000), “Os Mistérios do Montado” (2001), “Aqui Jaz um Poeta dum Cabrão” e “Uma Mesa Portuguesa com Certeza” (2002), “As Três Promessas” (2003) ou ”Quem Vela pelo Vale Verde?” (2005).

Tem vindo ao MIMARTE com bastante regularidade, pontificando nele com “As Justiceiras”, de Aristófanes (2009), “Escola de Mulheres”, de Molière (2008), “Doutor Fausto”, de Marlowe (2007), “A Viúva Astuta”, de Goldoni (2006), ”D. Quixote”, de Cervantes (2005) A Fortuna”, de Aristófanes (2003), O Mercador do Cairo (2002), e O Homem que Plantava Árvores e Amor e Baco” (2001).

 

6 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

O 1º Milagre do Menino Jesus, de Dario Fo

Casa da Comédia, Lisboa

Encenação de Filipe Crawford

Maiores de 12 anos

 

Na primeira parte, com “O Papa”, Dário Fo traça um retrato bem humorado dos dois últimos Papas anteriores a João Paulo II, sendo que um é apresentado como sendo um Papa trágico, Paulo VI e o outro, João Paulo I, um Papa bem humorado. Nesta adaptação os Papas funcionam como um ex-libris teatral, sendo representados por duas máscaras, uma trágica e outra cómica.

A segunda história é a versão apócrifa do nascimento e da infância do Menino Jesus, acompanhando a fuga da Sagrada Família para o Egipto e o 1º Milagre de um Menino Jesus que aqui representa o estrangeiro, o imigrante, rejeitado pelos outros meninos, que se revolta contra a pressão exercida pelo filho do Senhor da Cidade.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

Filipe Crawford - Produções Teatrais é uma empresa em nome individual criada em 1995 que se dedica à produção de espectáculos de teatro e à realização de acções de formação de actores e técnicos de teatro. Em 1987, Filipe Crawford dirigiu dois cursos de técnica da máscara na Fundação Calouste Gulbenkian, que viriam a resultar na formação da Meia Preta - Produções Teatrais, uma cooperativa dedicada à produção de espectáculos de teatro, dando particular importância ao trabalho da máscara e aos teatros tradicionais populares. A utilização de máscaras de commedia dell'arte e o recurso a técnicas de improvisação caracterizam o seu trabalho pioneiro.

A Meia Preta, sob a direcção de Filipe Crawford, funcionou durante cinco anos, entre 1987 e 1993. Em 1995 é criada a empresa Filipe Crawford - Produções Teatrais para poder continuar a gerir o património artístico herdado da Meia Preta, entretanto extinta por falta de apoios estatais. A continuação do trabalho de máscaras e a ligação do ensino teatral com a pesquisa de um teatro tradicional e popular fazem parte integrante dos seus objectivos.

Desde 2002 que organiza o Festival Internacional de Máscaras e Comediantes em paralelo com a produção de espectáculos como “Otário Doing Again”, autoria de Filipe Crawford e Filipe Abranches, “O 1º Milagre do Menino Jesus”, de Dario Fo, “A Comédia que se Julgava que Estava Morta”, a partir de vários autores renascentistas, recolha de textos, adaptação e encenação de Filipe Crawford, “Monstros às Escuras”, de Roland Dubillard, "Arlequim Servidor de Dois Amos", de Carlo Goldoni / tradução, adaptação e encenação de Filipe Crawford “Otário Doing em Portugal”, “Os Três Cabelos de Ouro do Diabo”, a partir de um conto dos irmãos Grimm/encenação de José Caldas, “Perdido entre Cartas e Selos”, de Tosta Mista o Malabarista, “Fora para Dentro à Volta do Centro”, de Tosta Mista o Malabarista, “Monstros Com Sagrados” e “Andorinhas Ingénuas”, de Roland Dubillard, “A História do Tigre”, de Dario Fo e muitos mais.

Participou no Mimarte com “As Mulheres de Gil Vicente”, (2001) “O Santo Jogral Francisco”, de Dario Fo, numa encenação de Nuno Pino Custódio (2003), “As Desventuras de Isabella”, a partir de um guião de Flamínio Scala e encenação de Filipe Crawford (2004), “Otário Doing em Portugal” (2005), “Arlequim Servidor de Dois Amos”, de Carlo Goldoni (2006).

 

 

7 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

Cirinéu – História de uma Morte Anunciada, de Fernando Paulouro Neves

Teatro das Beiras – Covilhã

Encenação de Antónia Terrinha

M/12 anos

 

Ténue é a fronteira que distingue o justo do justiceiro, num mundo desigual. Num tempo onde ser pobre era ser infame, Cirinéu aparece-nos com um grito de revolta dos oprimidos, dos fracos, dos malnascidos... Esta é a história de um passado recente, dividida em ricos e pobres; entre quem tem o poder e quem é subjugado e onde a impunidade de quem manda, contrasta com a fragilidade de quem nada pode.

Ontem como hoje (em que as desigualdades sociais são cada vez mais acentuadas), é uma história para não esquecer.

 

Encenação de Antónia Terrinha; Cenografia de Luís Mouro; Música Original de Hélder Gonçalves; Desenho de Luz de Joana Oliveira; Interpretação de Fernando Landeira, Pedro Damião, Pedro Silva, Rui Raposo Costa e Teresa Baguinho.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

O GICC, que esteve na origem da fundação da companhia do Teatro das Beiras, nasceu em Abril de 1975 quando apresentou o seu primeiro espectáculo. Como grupo amador encenou mais de três dezenas de espectáculos e realizou mais de 400 representações por todo o país, numa atitude mais de amor e convicção do que de certezas e afirmações: o grupo de teatro amador era a aventura de um exercício de liberdade no Portugal renovado e democrático. Os festivais e ciclos de teatro, os Actos de Montanha, a programação de espectáculos de teatro, música e dança, as sessões de cinema, as feiras do livro são também eles parte da história do GICC.

Dando corpo a uma estrutura mais consolidada e de maior eficácia, respondendo às carências culturais desta vasta região, o grupo candidatou-se ao apoio da Secretaria de Estado da Cultura para estruturas profissionais e adquiriu o estatuto de companhia profissional de teatro em 1994, iniciando uma nova caminhada na produção regular de espectáculos de teatro, trabalho esse reconhecido pelo público, instituições públicas e privadas. E desta aposta falam os números: em nove anos a Companhia produziu 31 espectáculos e realizou cerca de 1.250 representações, participando na organização da Capital de Teatro no distrito de Castelo Branco, editando textos de teatro, organizando edições do Festival de Teatro da Covilhã, exposições e colóquios.

O Teatro das Beiras, orgulhoso do percurso realizado, planeia o futuro com grande sentido de responsabilidade, mantendo intactas as suas convicções, enraizadas na consciência de quem presta um serviço público, sabendo que só o poderá fazer de uma forma livre e eticamente intocável.

Participou no Mimarte em 2003 com “Snow Snow, Snow”, 2007 com “Piratas! Os Mistérios de Maria la Muerte”, e 2009 com “Catavento”.

 

 

8 DE JULHO, 21.45 HORAS. ROSSIO DA SÉ

Vincent, Van e Gogh

Peripécia Teatro – Vila Real

Direcção de José Carlos Garcia

M/12 anos

 

Vincent, Van e Gogh são três das personagens que ocupam um espaço com pincéis, telas, chapéus e cavaletes. Atrás do jogo destas relações com os objectos emergem figuras e situações que marcaram a vida e obra de Van Gogh. Um espectáculo visualmente poético, onde se sugerem algumas das mais emblemáticas obras do genial quanto desconcertante  pintor.

A narrativa não é cronologicamente linear o que permite situações cénicas que nos transportam para ambientes de delírio, de inquietude e desconcerto, às vezes associados a alguma ironia e humor. O espectáculo oscila assim entre o drama e a comédia, a realidade e a imaginação, entre a vida e a arte.

Girassóis, Hospital de Saint-Remy, Os Comedores de Batatas, Paris, A Casa Amarela em Arles, Auto-Retrato com Orelha Ligada, Hospital de Saint- Remy II, Dr. Gachet, Campo de Trigo sem Corvos e Última Carta para Vincent são alguns dos quadros revisitados pelo Peripécia Teatro.

 

Criação e Interpretação de Noelia Dominguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua; Iluminação de Paulo Neto e Eurico Alves; Desenho Gráfico de Paulo Araújo e Pedro Coelho; Direcção de José Carlos Garcia.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

O Peripécia Teatro nasceu em 2004 com o espectáculo “Ibéria – A Louca História de uma Península”, ano em que também produziu “Clean Clown – Serviços de Limpeza”. Começou por radicar-se na cidade de Macedo de Cavaleiros, onde realizou uma mostra de teatro com companhias de teatro portuguesas e espanholas.

No ano de 2005 criou “Vincent, Van e Gogh”, para além de ter realizado uma ampla digressão pelos municípios de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Macedo de Cavaleiros. Neste ano encetou colaboração artística com o Teatro de Vila Real, onde estreou “Sou do Tamanho do que Vejo”, e em 2007 produziu “Novecentos – O Pianista do Oceano”, de Alessandro Baricco, ano em que se transferiu para Vila Real. Aqui, a convite da Delegação do Norte do Ministério da Cultura, participou no centenário do nascimento de Miguel Torga.

Desde o início da sua actividade e até ao momento marcou presença em inúmeros festivais nacionais e internacionais e apresentou peças em salas de espectáculos de Portugal continental, Açores, Espanha e França.

Esteve presente no Mimarte de 2009 com “Ibéria – A Louca História de uma Península”.

 

9 DE JULHO, 21.45 HORAS. THEATRO CIRCO

As Obras Completas de William Shakespeare (em 97 minutos)

de Adam Long, Daniel Singer e Jess Borgeson

Companhia Teatral do Chiado – Lisboa

M/12 anos

 

Este espectáculo é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras do grande dramaturgo inglês, William Shakespeare. Uma comédia/farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as 37 obras de Shakespeare: as tragédias, as comédias, as peças históricas e até os sonetos! Este enorme êxito teatral português, conforme toda a crítica teatral o atesta, está em cena há 14 anos e foi visto por 207.316 espectadores até à data.

 

Interpretação de João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim; Encenação e Figurinos de Juvenal Garcês; Cenografia de André Letria; Desenho de Luz de Vasco Letria; Operação de Som e Luz de Sérgio Silva; Direcção de Produção de Luís Macedo.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

Quando em 1989 Mário Viegas e Juvenal Garcês puseram em cena, com assinalável êxito, “O Regresso de Bucha e Estica”, espectáculo construído a partir da adaptação de vários textos de Stan Laurel, era dado um passo decisivo para a fundação da Companhia Teatral do Chiado em Dezembro de 1990. Concretizava-se o desejo mútuo de pôr em prática uma sensibilidade estético-teatral comum, em grande medida contra a corrente prevalecente à época, visto que se tratava de reabilitar um teatro popular, igualmente apelativo para novos e antigos públicos. Essa visão própria do teatro tem sido expressa notoriamente nas encenações da CTC, que, com excepções episódicas, se dividem em dois grandes ciclos: um até 1995 com a marca autoral de Mário Viegas e o actual, iniciado em 1996, com a assinatura de Juvenal Garcês.

Sem constituir um espartilho programático, este acto inaugural prenunciou a importância que o registo de comédia, no seu sentido mais lato, assumiria no repertório da CTC: “A Birra do Morto”, farsa de Vicente Sanches em 1990, e primeiro espectáculo da Companhia em nome próprio; as duas peças de Eduardo de Filippo em 1992, “Nápoles Milionária” (comédia dramática) e “A Arte da Comédia”, êxitos de crítica e de público que fizeram reincidir no mesmo dramaturgo em 1994 com “A Grande Magia”; a peça de Peppino de Fillippo (irmão de Eduardo) “Um Suicídio Colectivo” em 1992, encenada por Filipe Crawford; a tripla abordagem à obra de Peter Shaffer, primeiro em 1995 com a peça “Uma Comédia às Escuras” e depois, em 2000, com o díptico “Um Ouvido Só Para Ele” e “Um Olho Para Toda a Gente”; e, na linha da mesma viragem para a dramaturgia anglo-saxónica, “O Mocho e a Gatinha”, única peça do norte-americano Bill Manhoff, e “Paris É Uma Miragem” do inglês John Godber, nos anos consecutivos de 2004 e 2005 - confirmaram um primado da comédia que foi capaz de criar e manter uma corrente de público, sem, contudo, fechar caminho a outras apostas artísticas da Companhia.

Explorando o sentido festivo e burlesco dos primeiros espectáculos, a CTC encenaria outras três farsas, momentos de não menor exultação criativa: em 1996, “As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos”, de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer, cuja permanência em cena há 14 anos (consecutivos) a consagram como o maior êxito teatral português; em 2006, “As Vampiras Lésbicas de Sodoma” do extravagante actor e dramaturgo norte-americano Charles Busch, com uma carreira de três anos em cartaz; e já em 2007, “A Bíblia - Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada)”, de Adam Long, Austin Tichenor e Reed Martin, com salas regularmente esgotadas.

Mas no repertório da CTC, em dezoito anos de actividade, destacam-se também dramaturgos como Israel Horovitz, Samuel Beckett, figura maior do teatro moderno, Ingmar Bergman, August Strindberg, Henrik Ibsen, John Osborne, Mário-Henrique Leiria, António de Curtis (Tótó), António dos Santos (Tóssan); poetas de nome António, tais como: António Botto, António José Forte, António Nobre, Almada Negreiros, António Aleixo e António Reis; e espectáculos como o memorável acontecimento político-teatral que foi “Europa Não! Portugal Nunca!!!”, depois de, em 1993, ter concebido e montado o espectáculo de poesia “Aquela Nuvem e Outras”, de Eugénio de Andrade. O êxito que todos eles constituíram, tanto de público como de crítica, reforçou o estatuto de Mário Viegas enquanto figura ímpar do teatro português contemporâneo.

Mas a Companhia sempre se abriu a iniciativas doutro género, laterais ou paralelas ao teatro. O “Chá das Cinco no Chiado Com...”, em 1994, encontros de diálogo livre entre o público e actores de gerações diferentes - moderados por Mário Viegas -, foi um exemplo marcante. Por duas vezes, em 1992 e 1995, a CTC organizou Feiras do Livro de Teatro, facultando a troca de publicações nacionais e estrangeiras indisponíveis nas livrarias. Realizações importantes foram ainda exposições temáticas (Samuel Beckett, Laurel & Hardy) Tóssan (quadros, desenhos e gravuras inéditos), etc.), sessões videográficas (com obras inéditas em Portugal de Samuel Beckett, Eduardo De Filippo, Stan Laurel & Oliver Hardy e diversas produções teatrais nacionais e internacionais), lançamento de livros e discos (O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o seu Esplendor, de Luiz Pacheco; Auto-Foto-Biografia Não Autorizada, de Mário Viegas e Múgica, de Amélia Muge). Acrescente-se uma significativa política de acolhimento, num total de vinte e três produções, contemplando teatro, poesia, música (sobressaindo as seis edições da Festa do Jazz), dança contemporânea, clássica e flamenco, além da estreia de uma curta-metragem dum jovem realizador português. Essa política nada faz senão confirmar a solidez da CTC: uma pequena Companhia que não teme perder a identidade abrindo o seu palco para lá do teatro e abrindo as suas portas a sensibilidades diferentes da sua.

Para a CTC, continua a valer, agora mais do que nunca, a frase do mestre Almada Negreiros: «Teatro é o escaparate de todas as artes.»

A Companhia Teatral do Chiado vem pela primeira vez ao Mimarte.

 

 

10 DE JULHO, 21.45 HORAS. MUSEU D. DIOGO DE SOUSA

Electra, de Sófocles

Calatalifa, de Villaviciosa de Odón - Espanha

Encenação de Yolanda Rino y Nini J Dols

M/12 anos

 

É particularmente inquietante a atmosfera em que se desenvolve a acção dramática de Electra. O espaço em que se move a protagonista cinge-se ao estreito círculo de uma existência amarga e miserável, imposta pela crueldade dos assassinos de seu pai e pelo seu próprio sentido de sobrevivência: único polarizador de todos os seus gestos, de todas as suas palavras de lamento e de denúncia – esperar por Orestes para vingar a morte de Agamémnon, enquanto mantém viva, dia e noite, a memória de um crime impune


Interpretação de Nini J Dols,  Pablo Martinez, Emi Caínzos, Nacho Amado, Nacho Negreiro, Alba García, Jose Herradón, Jorge Rodriguez, Irma García, Lucía Díaz, Susana Millán; Direcção de Yolanda Rino y Nini J Dols.

 

 

11 DE JULHO, 21.45 HORAS. MUSEU D. DIOGO DE SOUSA

O Fulaninho de Cartago, de Plauto

Thíasos, do I.E.C. da Fac. Letras da Univ. de Coimbra

M/12 anos

 

Um menino de sete anos foi raptado de Cartago. O pai deste definhou de desgosto e deixou os seus bens a um primo. Um velho misógino de Cálidon, na Etólia, comprou-o, sem saber que ele era filho de um hóspede, adoptou-o, e, antes de morrer, nomeou-o seu herdeiro. Foram depois também raptadas duas primas do jovem juntamente com a ama. Lico, um alcoviteiro, comprou-as a uns piratas e trouxe-as para a vizinhança do rapaz. A acção decorre no dia das Afrodísias, a festa de Vénus.

Agorástoles – assim se chama o jovem – anda perdido de amores por uma das moças, Adelfásio, sem fazer ideia de que é sua prima; e o alcoviteiro tortura o enamorado com delongas. Mas o rapaz com a ajuda de Milfião, o escravo matreiro, monta-lhe uma armadilha: deste modo, o proxeneta é, na presença de testemunhas adestradas para o efeito, implicado num suposto roubo e arrisca-se a ser arrastado diante do pretor.

Mas o desenlace é precipitado por um reconhecimento. Chega à cidade um velho cartaginês, esperto e manhoso, que descobre que o jovem é o filho do falecido primo e reencontra as filhas que havia perdido.

 

Encenação de José Luís Brandão; Sonoplastia de Marta Gama e Claúdia Cravo; Figurinos de Carla Braz; Composição musical de José Luís Brandão; Selecção Musical de Carlos Jesus e José Luís Brandão; Luminotecnia de Carlos Santos e Ana Seiça; Caracterização de Vitor Teixeira; Interpretação de Nilce Carvalho, Amélia Álvaro de Campos, Inês Correia, Carla Rosa, Carlos Jesus, José Brandão, Delfim Leão, Nelson Ferreira, Miguel Sena, Susana Bastos, Stella Quandt, Carla Correia, Carla Braz, Carla Serqueira, André Aleixo e André Loureiro.

 

PEQUENA SINOPSE HISTÓRICA

 

Em 1992, Carlos Alberto Louro da Fonseca, Professor do Instituto de Estudos Clássicos, encenou, juntamente com alguns alunos do Curso de Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa, algumas cenas de “O Soldado Fanfarrão, de Plauto, que foram apresentadas no Congresso “Amor desde a Antiguidade Clássica”.

A incursão pela comédia grega fez-se em 1996, quando Delfim Leão, assistente do Instituto de Estudos Clássicos, rodou, no cenário das ruínas de Conímbriga, a filmagem de algumas cenas de “As Mulheres no Parlamento, que foram exibidas na Faculdade de Letras. Muitos dos elementos participantes nesta experiência, integraram, mais tarde, o elenco do “Auto da Alma, de Gil Vicente, encenado por José Luís Brandão, assistente do Instituto de Estudos Clássicos. As partes corais da peça estiveram a cargo do Coral de Letras. A estreia teve lugar a 11 de Março de 1997, na igreja de S. João de Almedina – Museu Machado de Castro, no âmbito do congresso “A Retórica Greco-Latina e a sua Perenidade”.

Alguns elementos que viriam a integrar o grupo participaram ainda na peça “Anchieta, Nossa História, apresentada por um grupo de teatro de S.Paulo, dirigido por Denise del Vecchio, com a colaboração artística de José Oliveira Barata, a 28 de Outubro de 1998, no âmbito do congresso internacional “Anchieta em Coimbra – 450 Anos – Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (1548 – 1998)”, Faculdade de Letras, 25 a 29 de Outubro de 1998.

O grupo institucionalizou-se em 1998 e no dia 21 de Abril, desse ano, Paulo Sérgio Ferreira encenou “Epídico, de Plauto, comédia que obteve um enorme sucesso. Até 2002 montou ainda a sátira 1.9, de Horácio, “O Poeta Maçador, em encenação de Rui Henriques, tendo levado à cena também a tragédia “Os Heraclidas, de Eurípides. Foi com esta tragédia de Eurípides que a Associação Cultural Thíasos esteve presente na edição de 2001 do MIMARTE.

Em 2003 apresentou no pátio do Museu D. Diogo de Sousa Anfitrião, de Plauto, e em 2004, no mesmo local representou de Sófocles, As Traquínias”, para no ano seguinte mostrar mais uma interpretação da célebre comédia de Aristófanes “As Mulheres no Parlamento”. As suas últimas participações no MIMARTE concretizaram-se em 2006 com “As Suplicantes”, e em 2007 com “Hécuba”, tragédias anti-bélicas do mais humanista de todos os tragediógrafos gregos, Eurípides. Em 2009 apresentou no Museu D. Diogo de Sousa a tragédia “Agamémnon”, de Ésquilo.



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