Com seis nomeações aos óscares, entre os quais melhor filme e realizador, estreia esta semana “Precious”. O novo trabalho de Lee Daniels, com Oprah Winfrey na produção, filma uma história que tem tanto de banal como de inspiradora. A prova disso foi expressa através de três prémios no Festival de Sundance e em Cannes com uma ovação que durou uns longos 15 minutos. Fala-se até num recorde de aplausos.
Chegamos a ter repulsa desta rapariga.
Uma adolescente de 16 anos, com um peso acima dos 300 quilos que vive com a mãe no bairro de Harlem, em Nova Iorque, e está grávida pela segunda vez. Isto até percebermos que Precious é vítima de abusos sexuais por parte do pai, que a engravidou, e por parte da mãe, por quem é física e psicologicamente agredida.
Para adensar o drama esta adolescente enfrenta outros estigmas, como o facto de ser negra, semi-analfabeta, mãe de uma criança com trissomia 21 e mais tarde descobrir que é seropositiva . Cenas que surgem intercaladas com momentos fantasiados pela nossa protagonista, que sonha em ser famosa e amada.Precious vai ganhar identidade e amor quando um dia aterra numa escola especial, frequentada por raparigas, todas elas problemáticas e orientadas por uma professora que lhe aponta um rumo.
Baseado no livro “Push“ da escritora afro-americana que dá pelo nome de Saphire, “Precious” é um filme duro e dramático, mas que cai facilmente em estereótipos.Mas seria injusto da nossa parte condenar uma obra que é indiscutivelmente uma lufada de ar fresco, quando se fala em cinema contemporâneo.
Para além de Mo’Nique, que pelo papel de mãe, dificilmente falhará o óscar de melhor actriz secundária, no elenco vamos encontrar a estreante e protagonista Gabourey Sidibe, Mariah Carey e Lenny Kravitz. Por cá o filme é apoiado pela APAV, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, aproveita para trazer a discussão sobre as vítimas de violência doméstica para a ordem do dia.
Cátia Castro
Daniel Vieira da Silva


























































































































































































































































































































Ultrapassado que está metade do mandato de António Cunha à frente da reitoria da Universidade do Minho, o reitor faz um balanço positivo do que foi feito e abordou temas quentes na actualidade universitária.

